No momento, você está visualizando REFORMA TRIBUTÁRIA: A MENOS DE 6 MESES DA VIRADA

REFORMA TRIBUTÁRIA: A MENOS DE 6 MESES DA VIRADA

Os pontos críticos da Reforma Tributária que sua empresa não pode ignorar.

Em 1º de janeiro de 2027, o Brasil dá o passo mais profundo da Reforma Tributária sobre o consumo: a CBS entra em vigor com alíquota cheia, substituindo definitivamente PIS e Cofins com o IPI zerado para a quase totalidade dos produtos, exceto os que concorrem com a Zona Franca de Manaus. O IBS segue em fase de teste (0,1%) e avança gradualmente até 2033, quando ICMS e ISS deixam de existir.

Estamos a menos de seis meses dessa virada. E, apesar do cronograma correr, pontos estruturais seguem em aberto.

Reunimos aqui os principais pontos críticos que empresários e gestores precisam acompanhar de perto e o que já dá (e precisa)ser feito agora.

  1. A alíquota da CBS ainda não foi definida
    Parece inacreditável, mas é real: a alíquota que vai incidir sobre praticamente todas as operações do país a partir de janeiro ainda não tem número oficial. As estimativas de mercado giram em torno de 8,5% a 9%, mas o percentual definitivo depende da definição do
    Imposto Seletivo já que a premissa da reforma é manter a carga tributária global. Sem um, não se fecha o outro. Para o planejamento orçamentário e de precificação de 2027, isso significa trabalhar com cenários, não com certezas.
  2. O Imposto Seletivo segue indefinido
    O chamado “imposto do pecado” que incidirá sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente ainda não teve suas alíquotas fixadas. A sinalização mais recente do Ministério da Fazenda é de que o Seletivo entre em 2027 espelhando a carga atual do IPI desses produtos, empurrando o debate sobre alíquotas mais altas para 2028. Para os setores afetados (bebidas, tabaco, veículos, extração mineral, entre outros), a incerteza é dupla: carga e calendário.
  3. Split payment: a tecnologia que ainda não saiu do papel
    O split payment, mecanismo que separa o tributo do valor líquido no momento da liquidação financeira e o repassa diretamente ao
    Fisco começa em 2027 para operações B2B, em caráter voluntário. O problema: a tecnologia será desenvolvida pelo setor financeiro, que ainda não fechou acordo com o governo sobre custos e remuneração. Empresas precisam entender desde já o
    impacto disso no fluxo de caixa: o tributo deixa de transitar pelo caixa da empresa.
  4. O período de tolerância está acabando
    Desde janeiro de 2026, o destaque de CBS e IBS nos documentos fiscais eletrônicos é obrigatório (alíquotas-teste de 0,9% + 0,1%, em caráter informativo). Houve um período de flexibilização nas validações e de não aplicação de penalidades para contribuintes de boa-fé mas esse “respiro” tem prazo. A partir de agosto de 2026, a emissão sem os campos corretos de CBS/IBS deixa de ser permitida para empresas do regime regular, e a fiscalização tende a endurecer. Quem ainda não homologou o ERP e revisou cadastros está, literalmente, no limite do prazo. 5. Simples Nacional: a decisão de setembro Empresas do Simples que atuam no B2B têm uma decisão estratégica pela frente: comunicar à Receita Federal, em setembro, se vão apurar CBS e IBS “por fora” do regime em 2027 o que permite transferir créditos integrais aos clientes e manter competitividade nas vendas para grandes empresas. É uma escolha que exige simulação, não intuição.
  5. Serviços e incentivos fiscais: os setores mais pressionados
    O setor de serviços enfrenta aumento nominal de alíquota: o ISS de 2% a 5% dará lugar a um IVA significativamente maior, com compensação que depende da capacidade de apropriar créditos algo que varia muito conforme a estrutura de custos de cada empresa. Já quem depende de incentivos fiscais regionais (especialmente de ICMS) verá esses benefícios serem extintos gradualmente até 2033, exigindo reavaliação completa da estratégia de localização e precificação.
    O que sua empresa precisa fazer AGORA
    ✔️ Simular o impacto da CBS/IBS sobre margens, preços e fluxo de
    caixa, com cenários de alíquota
    ✔️ Mapear créditos: cadeia de fornecedores, despesas operacionais
    e documentação de entrada
    ✔️ Revisar contratos de longo prazo, incluindo cláusulas de
    reequilíbrio por variação tributária
    ✔️ Auditar cadastros fiscais (NCM, CFOP, CST) produto a produto
    erro aqui vira problema em cascata
    ✔️ Validar a homologação do ERP para emissão com destaque de
    CBS/IBS
    ✔️ Se for optante do Simples com clientes B2B: simular a apuração
    “por fora” antes de setembro
    A transição até 2033 significa conviver com dois sistemas ao
    mesmo tempo. As empresas que tratarem 2026 como um ano
    comum vão sentir o peso em 2027. As que usarem esses seis meses para se preparar vão atravessar a virada com previsibilidade e, em muitos casos, com vantagem competitiva.

Na Contabyu, estamos conduzindo simulações de impacto e planos de adequação para empresas de diferentes setores. Se a sua ainda não começou, o momento é agora.